quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Último dia férias, e uma cachorra que latiu para nada

Hoje só saí para a natação. Fiquei em casa todo o resto do dia. 
Moroso, sem vontade de fazer o que quer que fosse.
Assim sendo, fui atualizar a planilha do meu orçamento doméstico.
Atualiza aqui, inclui um registro ali, inclui as contas que AD pagava...
Humm... esse tracinho na frente do saldo estimado para o final do mês não me parece boa coisa.
Acho que significa que vou perder algum para o banco antes que a AD me envie o reembolso.
Marido e mulher, contas bancárias e despesas à parte.
Nós temos um acordo: contas pessoais, cada um arca com as suas. Contas comuns - condomínio, energia elétrica, gás, NET, empregada - dividimos.
Só que agora, todas são minhas.
Faltou foi eu negociar isto com minha conta bancária, para ela aguentar um pouco até a AD fazer o repasse de verbas.

Nisto que eu estou concentrado tentando entortar números inflexíveis, Lisbela começa a latir. Forte. Um tanto agudo. Irritante. 
E nada de parar. Ia até a cozinha latia mais e voltava. 
Qualé bicho? Tava tão bonitinha deitada em cima do meu pé (coisa rara, já que em geral está com a bolinha babada na boca, e me batendo com a pata para brincar com ela). Dei uma olhada na cozinha e nada. Abri a porta dos fundos e, nada. E a cachorra a latir.
Até que eu ouvi um barulho estranho, de janela batendo. Não está ventando... fui verificar as janelas dos quartos. Nada. E ela que estava comigo neste giro pelo apartamento, volta para cozinha e volta a latir.
Cachorra doida. 
Barulho de janela batendo de novo. 
Dono doido. 
Aí fiz o que já deveria ter feito desde o início: abri a janela da cozinha e ...
Tinha um cara pendurado na janela do apartamento que dá fundos com o meu limpando os vidros por fora.
Ah, tá! Nem cachorra nem dono doidos.
Juro que tenho tomado meus remédios direitinho. (Kkkkkkk)

No fim da tarde acabei assistindo na tv o filme 'United 93' (o avião que, segundo a versão oficial, retratada no filme, caiu quando os passageiros reagiram aos terroristas. Vide  http://www.honorflight93.org/remember/). Mas o que me prendeu a atenção não foi a estória per si. Mas a análise da situação na sala do controle de tráfego aéreo. Assumindo que o filme reproduza os fatos o mais fielmente possível, houve falha de comunicação e de segurança da informação no processo.
Segurança da informação não é só combater hacker (black) e vírus de computador. Trata também - e essencialmente - da integridade, disponibilidade e confidencialidade das informações.
Nas cenas na sala de comando fica claro que a informação era alterada ao ser transmitida, e não estava disponível a quem dela precisava.

Amanhã, retorno ao trabalho.

Fui.

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