quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Uma toalha cheia de pétalas de rosas.

Apesar não ter me dedicado ao esporte, tenho ido com regularidade - quase todos os dias! - na academia para fazer natação.
Nessa última segunda-feira, arrumando a mochila, encontrei mais um objeto me deixou com mais saudade ainda da AD: uma toalha de banho.

Na verdade é uma das toalhas avulsas que ela usava quando ia para a malhação.

Mas por que uma toalha velha traz saudades?
Porque eu aprontei uma com a AD usando esta toalha.

Estávamos nas primeiras semanas de nosso relacionamento.
Um dia eu cheguei na academia e logo disse a ela:
- Quando sair do banho, me empresta sua toalha? Esqueci de por a minha na mochila. Quando lembrei disto já estava muito longe de casa.
Assim, mesmo com a minha toalha na mochila, esperei ela terminar o banho e pedir para uma colega que saía do vestiário para me entregar a toalha.

Para quê se eu tinha a minha toalha, você pergunta.
Para encher a toalha dela de pétalas de rosas vermelhas que eu havia encomendado no florista no dia anterior. A cada dobra que eu fiz na toalha, uma camada generosa de pétalas.

Bom garoto, já entreguei a ela a toalha dobrada e dentro do saquinho plástico.
Qual não foi a surpresa quando ela chegou em casa, foi para o quarto e retirou a toalha do saco plástico... pétalas de rosas para todos os lados.

Nesses momentos é que descobrimos o quanto agimos como adolescentes.
Aconteceu que a mãe dela, estava com ela naquele dia. E a - agora - minha sogra, ainda não sabia do novo affair da filha. E foi um tal de chutar pétalas para baixo da cama, dobrar colcha por cima, enfiar pétalas na mochila... 
Pois é. Ela já era há tempos uma mulher independente, batalhadora, estudiosa, com um filho para cuidar. E mesmo assim roxa de vergonha da mãe ver aquela cena.

Dia seguinte, logo cedo, ao me encontrar na academia...
- Seu bandido, miserável! Minha mãe estava lá em casa. Meu filho também. Como eu ia explicar aquela cena?
- Fácil! Era só dizer que tem um bonitão - no caso eu! - muito a fim de você.
Silêncio.
Beijo.

Nessa semana estou usando esta mesma velha toalha na academia. Tem um cheirinho bom de amaciante de roupas, mas não tem o cheiro dela. Nem das centenas de pétalas de rosas que há quase sete anos me ajudaram a conquistar esta mulher maravilhosa.


Um comentário:

  1. Vou repetir as mesmas palavras: seu bandido miserável. Quer dizer então que aquela estória de ter esquecido a toalha em casa era tudo armação?

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