domingo, 4 de março de 2012

Quanto mais espero, menos tenho que esperar.

A frase do título não é minha.
Está numa animação muito bem humorada, e até filosófica, sobre a espera por um ônibus sábado a noite.
(Vale ver:O Paradoxo da Espera do Ônibus,  http://www.youtube.com/watch?v=Ibow_K7fqF0&feature=colike)
Hoje, dia 04, completam dois meses que AD embarcou para a Coréia do Sul.
Como em muitos e muitos outros desses sessenta dias, acordei cedo. Creio que nisto temos o clássico "o hábito faz o monge", já que é minha rotina estar fora da cama às 5h30min.
Não me levantei. Lembrei da data de hoje e dos sessenta dias sem estar com ela. Fiquei recostado na cama deixando minha mente vagar...
Frequentemente me perguntam como é.
Como é o quê? Estar sem a presença dela? Estar sem o carinho físico dela? Depois de cinco anos juntos, num quase repente estar, de certa forma, separado? Estar sem fazer sexo? Tocar sozinho a rotina da casa, com minhas filhas e o filho dela que ficou comigo? Estar "separado"  mas não solteiro?
Eu digo: é estranho e bonito (Viva Renato Russo!).
Ir a alguns lugares e logo pensar que posso levá-la ali quando ela voltar. Tomar o vinho do final de semana e lembrar que fazíamos isso sempre juntos e pensar o que fazer de marcante quando ela voltar.
Quando ela voltar.
Quando ela voltar ...
Como é que será quando ela voltar?
Dez meses depois.



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